Apesar de todas essas dificuldades, o Código ainda é um instrumento poderoso nas mãos das pessoas comprometidas com a proteção do aleitamento. Por exemplo, se todos os profissionais da saúde realmente conhecessem o Código e as posteriores resoluções relevantes da AMS, poderiam dizer não quando:

· os representantes da indústria oferecessem amostras grátis, equipamentos, presentes, etc. (artigo 6),
· a indústria propusesse financiar a participação em conferências (Resolução WHA 49.15, de 1996)
· a indústria oferecesse dinheiro para pesquisas (Resolução WHA 58.32, def 2005).

Ao dizer não, suas decisões a respeito da alimentação dos bebês ficam livres de conflitos de interesse e com menos probabilidade de prejudicar a nutrição e a saúde de bebês e crianças pequenas sob seus cuidados. Não há dúvida, no entanto, que há necessidade de muito mais trabalho a ser realizado para disseminar essas informações entre os profissionais da saúde. O público em geral também, pouco ou nada conhece sobre o Código e seu papel protetor do aleitamento materno e dos direitos da criança. Apenas através do desenvolvimento e da implementação de legislações e regulamentos nacionais, baseados no Código, como um mínimo em todos os países, é que um real progresso poderá ser feito.