h5Chance de bebês serem amamentados é 5 vezes menor em países de alta renda/h5
span style=font-size: 10pt;a href=https://blogs.oglobo.globo.com/pai-pra-toda-obra/post/chance-de-bebes-serem-amamentados-e-5-vezes-menor-em-paises-de-alta-renda.html target=_blank rel=noopenerCLAUDIO NOGUEIRA – O GLOBO/a | 15.05.2018/span

img class=size-large wp-image-1710 src=http://www.ibfan.org.br/site/wp-content/uploads/2018/05/blog_unicef_amamentacao-1024×464.jpg alt= width=1024 height=464 Entre os países de Língua Portuguesa, menor índice de bebês que recebem leite materno é de Angola, com 94,9%. | Unicef

O senso comum nos leva a acreditar que, quanto mais rico é um país, mais acessso a informação sobre os cuidados necessários com as crianças os pais e mães desses lugares terão, certo? Mas as oportunidades de bebês serem amamentados em países de rendas baixa e média são muito maiores do que em crianças pequenas das economias de alta renda.

A constatação é do relatório divulgado na semana passada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef. O estudo, com o título “Amamentação: Um presente da mãe, para toda a criança”, em tradução livre, revela que as razões incluem mudanças nas políticas dos governos, apoio social e percepção pública. Somente 4% dos bebês nunca são amamentados nos países de rendas baixa e média, ao contrário dos 21% em nações de alta renda. O estudo destaca que cerca de 7,6 milhões de bebês deixam de ser amamentados por ano.

Os dados que serviram de base para o estudo foram oferecidos pelos governos e revelados pelo Unicef e pela Organização Mundial da Saúde, OMS. As agências fizeram uma atualização das diretrizes para aumentar as taxas de aleitamento materno.

strongLicença/strong

O estudo cita políticas nacionais que vão desde a falta de assistência no momento do parto e nos centros de saúde, a regras sobre venda do leite artificial e a questões relacionadas à licença-maternidade.

Mesmo entre as nações de alta renda, as barreiras ao aleitamento materno variam. Entre os exemplos de sucesso estão Omã, Suécia e Uruguai onde todos os bebés recebem amamentação. Cerca de 74% dos bebês tomam leite materno nos Estados Unidos e 55% na Irlanda. Mais de um terço dos 2,6 milhões de bebês em países de alta renda que nunca recebem leite materno são dos EUA.

strongAmamentação/strong

A outra meta dessa pesquisa é garantir que trabalhadores dos hospitais amigos do bebê estejam capacitados em práticas para apoiar a amamentação.

O estudo destaca que a amamentação tem benefícios para a saúde da mãe e da criança, especialmente quando esta é exclusiva para bebês com menos de seis meses de idade. Mas revela que essa opção nem sempre é viável para muitas mulheres por causa de fatores como a licença parental curta. Entre as razões que contribuem para as baixas taxas de amamentação em países de alta renda estão questões sociais e culturais, mas também a falta de apoio às mães.

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Em países lusófonos, o menor índice de bebês que recebem leite materno é de Angola com 94,9%. A seguir estão São Tomé e Príncipe com 97%, Moçambique com 97,3% e Guiné-Bissau com 98%.

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