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DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO
UM CHAMADO À AÇÃO

Nós, cidadãos do mundo, exortamos todos os governos, profissionais, empresas e todas as pessoas a implementar o direito das crianças a serem amamentadas e o direito das mães a amamentar. As mães têm o direito soberano sobre seus próprios corpos e o direto de fazer escolhas informadas e os Estados têm o dever de garantir que não enfrentem obstáculos à amamentação e a alimentação complementar saudável.A amamentação é um dos recursos mais importantes para enfrentar a crise climática, as desigualdades sociais e a violência. Faz parte da necessidade imperativa de proteger o meio ambiente e dar às gerações futuras a oportunidade de uma vida melhor e digna. A amamentação promove crescimento saudável e empatia desde o início da vida e é o mais importante antídoto contra a violência.

Esta é a conclusão dos debates da terceira Conferencia Mundial da Amamentação, realizada no Rio de Janeiro em novembro de 2019, em conjunto com o 15o. Encontro Nacional de Aleitamento Materno (ENAM). Para esses eventos, 2400 mães, profissionais e especialistas do Brasil e 60 países da América Latina e do mundo se reuniram para avaliar os avanços na proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno desde 1981, quando o Código Internacional foi adotado.

Programas e incentivos à amamentação devem ser implementados para garantir que o direito humano à aleitamento materno seja respeitado. Deve-se limitar ou eliminar o consumo dos produtos ultraprocessados. Amamentar por dois anos ou mais protege o meio ambiente e deve fazer parte dos esforços ecológicos para salvar o mundo.

Existem documentos internacionais que incluem essa visão da amamentação e alimentação complementar saudável, como o Convenção dos Direitos da Criança (CDC), o Código Internacional, as convenções da OIT, o WBTi, a Declaração de Innocenti e outros. Devemos garantir que todos os processos de elaboração de políticas estejam livres de influência comercial.

Para isso os participantes no 3º WBC / 15º ENAM / 5º ENACS / 1º WCFC declaram o seu compromisso com as seguintes ações:

1. Continuação das políticas de proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno e a alimentação complementar saudável: com Comitê coordenador e financiamento necessário assegurado.

2. Proteção da maternidade no trabalho: 6 meses mínimo de licença maternidade paga para todas as mulheres.

3. Proteção contra o marketing antiético de produtos que substituem a prática de amamentar: implementação do Código Internacional e das leis nacionais.

4. Apoio ao parto humanizado com reforço à Iniciativa Hospital Amigo da Criança, aos bancos de leite humano, ao cuidado mãe canguru e aos grupos de apoio mãe-a-mãe, mediante praticas de aconselhamento.

5. Emergências graves comprometem a saúde das crianças e nas emergências a amamentação deve ser o primeiro recurso, seguindo as orientações internacionais.

Nós, cidadãos do mundo, continuaremos trabalhando para alcançar esses objetivos e lutando pelo cumprimento desses instrumentos e fazemos um chamado a todos os governos e cidadãos do mundo a participar dessa luta.

Rio de Janeiro, 15 de Novembro de 2019

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DECLARACIÓN DE RÍO DE JANEIRO
UN LLAMADO A LA ACCIÓN

Nosotros y nosotras, ciudadanos y ciudadanas del mundo, lanzamos un llamado a todos los gobiernos, profesionales, empresas y a todas las personas a respetar el derecho de las madres, niños y niñas a la lactancia materna. Las madres tienen el derecho soberano sobre sus propios cuerpos y el derecho a tomar decisiones informadas sobre alimentación infantil, y los Estados tienen el deber de garantizar esos derechos para que las madres no enfrenten obstáculos para amamantar y para lograr una saludable alimentación complementaria.

La lactancia materna es uno de los recursos clave para enfrentar la crisis climática, las desigualdades sociales y la violencia. Es parte de la necesidad imperiosa de proteger el medio ambiente y brindar a las generaciones futuras la oportunidad de una vida mejor y digna. La lactancia materna promueve el crecimiento saludable y la empatía desde el comienzo de la vida y es el antídoto más importante contra la violencia.

Esta es la conclusión de los debates de la 3ª. Conferencia Mundial de Lactancia Materna, celebrada en Río de Janeiro en noviembre de 2019, junto con el 15º. Encuentro Nacional de Lactancia Materna (ENAM). En estos eventos, 2400 madres, profesionales, expertos y expertas de Brasil, de 60 países de América Latina y de todo el mundo se reunieron para evaluar los progresos alcanzados en la protección, promoción y apoyo de la lactancia materna desde 1981, cuando se adoptó el Código internacional de Comercialización de los Sucedáneos de la Leche Materna.

Deben implementarse programas e incentivos para asegurar que se respete el derecho humano a amamantar. El consumo de productos ultraprocesados debe limitarse o eliminarse. La lactancia materna durante dos años o más protege el medio ambiente y deber ser parte de los esfuerzos ecológicos para salvar el mundo.

Existen instrumentos internacionales que incluyen esta visión sobre lactancia materna y alimentación complementaria saludable, como la Convención sobre los Derechos del Niño (CDC), el Código Internacional, los Convenios de la OIT, el WBTi, la Declaración Innocenti y otros. Debemos asegurar que todos los procesos de formulación de políticas estén libres de influencia comercial.

Con este fin, los y las participantes en el 3º Congreso Mundial y eventos conexos declaramos nuestro compromiso con las siguientes acciones:

1. Continuar las políticas para la protección, promoción y apoyo de la lactancia materna y la alimentación complementaria saludable: con un comité coordinador y fondos necesarios asegurados.

2. Proteger la maternidad en el trabajo: licencia de maternidad remunerada mínima de 6 meses para todas las mujeres.

3. Garantizar la protección contra la comercialización antiética de los productos que reemplazan la lactancia materna: implementación del Código Internacional, Resoluciones relevantes AMS y leyes nacionales.

4. Apoyar el parto humanizado mediante el fortalecimiento de la Iniciativa Hospitales Amigos del Niño y la Niña, los bancos de leche humana, el cuidado madre canguro y los grupos de apoyo de madre a madre, junto a prácticas de consejería.

5. Implementar los lineamientos internacionales para que la lactancia materna sea el recurso principal durante las emergencias que comprometen la salud de niños y niñas.

Nosotros y nosotras, seguiremos trabajando hasta alcanzar estos objetivos, batallaremos para que se cumplan los lineamientos internacionales y exhortamos a todos los gobiernos, ciudadanos y ciudadanas del mundo a unirse a esta lucha.

Rio de Janeiro, 15 de noviembre de 2019

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RIO DE JANEIRO DECLARATION
A CALL TO ACTION

We, citizens of the whole world, call on all governments, professionals, companies and everybody to implement the right of children to be breastfed and of mothers to breastfeed. Mothers have the sovereign right over their own bodies and States have a duty to ensure that they do not face obstacles to breastfeeding nor healthy complementary feeding.

Breastfeeding is one of the most important resources to face the climate crisis and social inequalities and violence. It is part of the imperative need to protect the environment and give future generations the opportunity for a better and dignified life. Breastfeeding promotes healthy growth and empathy from the beginning of life and is the only antidote against violence.

This is the conclusion of the debates of the 3rd World Breastfeeding Conference, held in Rio de Janeiro in November 2019, in conjunction with the 15th Brazilian National Breastfeeding Conference (ENAM). For these events, 2400 mothers, professionals and experts from Brazil, and 60 other countries from Latin America and the rest of the world gathered to assess the progress made in the protection and promotion of breastfeeding since 1981, when the International Code was adopted.

Breastfeeding programs and incentives must be implemented to ensure that the human right to breastfeeding is respected. The consumption of ultraprocessed foods must be eliminated or limited. Breastfeeding for two years and beyond protects the environment and must be part of the ecological efforts to save the world.

There are international instruments that include this vision of breastfeeding and healthy complementary feeding, such as the Convention on the Rights of the Child (CRC), the International Code of marketing Breastmilk Substitutes (Code), the ILO conventions, the World Breastfeeding Trends Initiative (WBTi), the Innocenti Declaration and others. We must ensure that all policy setting processes are free from commercial influence.
Participants in the 3rd WBC / 15th ENAM / 5th ENACS / 1st WCFC declare their commitment to the following actions:
1. Continuation of policies for the protection, promotion and support of breastfeeding and healthy complementary feeding: with a coordinating committee and the necessary funding secured.

2. Protection of maternity at work: 6 months minimum paid maternity leave for all women.

3. Protection against unethical marketing of products that replace breastfeeding: implementation of the International Code and national laws.

4. Support for humanized childbirth by strengthening the Baby-Friendly Hospital Initiative, human milk banks, kangaroo mother care and mother-to-mother support groups through counseling practices.

5. Serious emergencies compromise the health of infants; in emergencies breastfeeding should be the first resource, implementing international guidelines.

We, citizens of the world, will continue working towards achieving these goals and fighting for compliance with these instruments and we call on all governments and citizens of the world to join this fight.

Rio de Janeiro, 15 November 2019

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